Que raiva me mete ver tudo sempre um passo mais à frente!
Que raiva me mete que os meus conselhos, cada vez mais sábios com o passar dos anos, não me sirvam de nada quando me olho no espelho e os tento usar comigo.
É tão chato olhar para trás e perceber exactamente onde errámos, o que fizemos mal, o que fizemos completamente ao contrário, e saber que se tivessemos outra oportunidade que fosse, fariamos tudo tão perfeitamente errado como da vez anterior.
Sim, porque eu, quando estou a cometer um erro, daqueles que sei que me vão doer na alma, vejo nitidamente que estou a errar. Nada de poder dizer depois "não vi bem as coisas", "não pensei bem nisso"...nem sequer o tão jeitoso "tinha bebido um par de copos" me salva. Não.
Eu vejo o erro vir de frente. Enchergo bem o erro, bem nos olhos, valente eu...e digo "quesafoda" vou em frente que a vida são dois dias.
E pimba.
De repente já é o mês seguinte, ou o ano seguinte, ou apenas o dia seguinte...e me digo "miúda, tás fodida!"
E me pergunto se o teria feito de outra maneira e me respondo que não.
E ai é onde faço de conta que sou forte, que não me magoam os erros que vou cometendo...e de repente acordo um dia quase nos 40 e penso..."miúda, tu não aprendes!"
jueves 16 de febrero de 2012
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lunes 6 de febrero de 2012
martes 3 de enero de 2012
Este ano que começa
Daqui a uns dias faço anos.
Contrariamente ao que era minha costume de organizar um jantar para estar com os amigos, porque se há coisa que eu gosto é estar com os amigos, este ano não vou fazer jantares nem festas.
E talvez se estejam a perguntar porquê. Ou então não, mas eu digo na mesma...
Porque na festa de anos do ano passado muitos dos que se dizem meus amigos não fizeram esforço nenhum para ir festejar comigo.
Sei que parece mal estar a cobrar isto passado um ano, mas é que eu, que nunca fui muito rencorosa, ao imaginar a festa deste ano, de repente reparei que a dor se mantém fresca no coração, e que realmente não me apetece mesmo nada celebrar.
Agradeço de coração aos que sim marcaram presença no ano passado, pois sei que ter amigos a fazer anos em Janeiro, depois dos gastos do natal, é duro.
E mais este ano "troikista".
Agradeço por tanto ao A, à P, à V, à S, à S e ao T e à L terem partilhado comigo o jantar de anos passado, que será o último por uns tempos.
Aos amigos que no ano passado falharam à última da hora sem dar satisfação, com o lugar reservado no restaurante, à amiga que não só não respondeu ao convite para o jantar, como nem sequer se lembrou de me dar os parabéns, e também não pareceu importar-se com isso, a todos, devo dizer que me magoaram mais do que imaginam, mas também lhes agradeço me terem aberto os olhos para conseguir perceber bem para quem sou e para quem não sou importante.
E assim começa o ano 2012. Com a verdade pura e dura.
Feliz ano novo.
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miércoles 7 de diciembre de 2011
Não sei bem porquê, mas o natal não me diz nada há uns valentes anos.
20.
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sábado 29 de octubre de 2011
Se há coisa que me mete impressão nesta vida são as pessoas que levam um estalo na cara e ainda põem a outra bochecha.Só naquela do lutar dá trabalho...fazer o quê, se é o costume, já estou habituada, agora não vou conseguir mudar nada, de nada serve que eu me recuse se os outros aceitam, prefiro fazer o que o grupo faz...Tenho pena de mentes assim, de neurónios tão preguiçosos que me atrevo a dizer que se não obtêm o que queriam apenas por se comportarem como borregos, é bem merecido.Eu posso ter mau feitio, sei que me falta muito que aprender nesta vida sobre como seria a maneira mais adequada...não, eficaz, de me fazer ouvir.Sim, eu costumo falar apaixonadamente do que penso, defender as minhas ideias de modo um pouco radical talvez, e deveria tentar ser mais assertiva...certo.Mas se há algo do que me orgulho é de que ninguém poderá nunca dizer de mim que não sou sincera, que não digo o que penso como o penso e que tenho medo do que possam pensar das minhas opiniões aqueles que as ouvem. Estou aberta à mudança de opinião se a outra parte a fundamenta de modo convincente e sério. Mas fazer o que me dizem só porque me dizem para o fazer se eu não acho correcto ou não concordo livremente, não.Não sou um borrego. Tive a enorme sorte de nascer numa época e sociedade dita livre, e não vou insultar a memória dos que perderam a vida para a conseguir voltando a tempos passados.Penso por mim, não me baseio em tradições, diz-que-disse ou mandatos de incompetentes.Gostam, melhor. Não gostam, não me é relevante.
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